Plano Contingência Serviços de Apoio Domiciliário















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Plano Contingência Serviços de Apoio Domiciliário

1. OBJECTIVOS


Geral

  • Garantir que o SAD possua os recursos e a informação de que necessita para gerir situações de emergência, de forma a reduzir os riscos para a saúde dos respetivos trabalhadores, utentes e familiares assim como garantir a continuidade das atividades essenciais, minimizando desta forma o impacto desta epidemia.


Específicos

  • Definir estruturas de decisão e coordenação;

  • Assegurar serviços mínimos em situação de emergência;

  • Preparar respostas para evitar/diminuir a propagação da epidemia;

  • Preparar procedimentos que permitam proteger a saúde dos trabalhadores, utentes e familiares.

  • Descrever os procedimentos a realizar pelas equipas, ajudantes familiares e técnicos de saúde, em situação de assistência a utentes no domicílio, em quarentena obrigatória e em situação de pós alta.

  • Informar devidamente os prestadores de cuidados sobre o COVID-19 em contexto SAD;

  • Consciencializar toda a equipa e colaboradores para as medidas de prevenção e de proteção individual e garantir que estes as implementem adequadamente.

  • Assegurar a continuidade de cuidados aos utentes em domicílio, de forma a minimizar os danos ao mínimo.

  • Dar conhecimento às equipas e seus familiares diretos, acerca do plano de contingência de forma a que, estes saibam como implementar as medidas e procedimentos próprios perante a COVID-19, previstas pela Direção-Geral da Saúde.

  • Dar conhecimento às equipas no Pós-alta Hospitalar e em situação de suspeita de exposição a Covid-19.

  • Detetar precocemente situações de exposição a casos de Covid19 e, dessa forma, prevenir a sua disseminação.

  • Actuar em casos postivos de COVID-19


2. REFERÊNCIAS


  • Orientação nº 002/2020 da DGS. Infeção pelo novo Coronavírus (2019-nCoV).

  • Orientação nº 02A/2020 da DGS. Doença pelo novo Coronavírus (COVID-19) – Nova definição de caso.

  • Informação nº 001/2020 da DGS. Medidas sociais para pessoas regressadas da China ou de áreas afetadas.

  • Orientação nº 003/2020 da DGS. Prevenção e Controlo de Infeção pelo novo Coronavírus (2019- nCoV).

  • Orientação nº 006/2020 da DGS. Infeção por SARS-CoV-2 (COVID-19).

  • Despacho nº 005/2020 da DGS. Atualização da Task Force para operacionalização e a implementação de medidas para prevenção e controlo da infeção por novo Coronavírus – COVID-19 previstas no plano de contingência.

  • Norma nº 007/2020 da DGS (de 29.03.2020, revoga a Orientação 003/2020). Prevenção e

  • Controlo de Infeção por SARS-CoV-2 (COVID-19): Equipamentos de Proteção Individual (EPI).

  • Orientação nº 014/2020 da DGS (de 21.03.2020). Infeção por SARS-CoV-2 (COVID-19). Limpeza e desinfeção de superfícies em estabelecimentos de atendimento ao público ou similares.

  • DGS - Programa Nacional de Prevenção e Controlo das Infeções Associadas aos Cuidados de Saúde.

  • Microsite do Covid-19 da DGS (www.dgs.pt) e outras orientações do Ministério da Saúde.

  • Despacho nº3903- E/2020. Determina a prorrogação da suspensão de toda e qualquer atividade de medicina dentária, de estomatologia e de odontologia, com exceção de situações comprovadamente urgentes e inadiáveis.

  • Orientação nº 019/2020 da DGS (de 03.04.2020). COVID-19: FASE DE MITIGAÇÃO. Utilização de Equipamentos de Proteção Individual por Pessoas Não-Profissionais de Saúde.

  • Orientação nº 020/2020 da DGS (de 03.04.2020). COVID-19: FASE DE MITIGAÇÃO. Cuidados de Reabilitação e Respiratórios Domiciliários.



3. DEFINIÇÕES E SIGLAS


ARS – Administração Regional de Saúde

DGS – Direção Geral da Saúde

EPI - Equipamentos de Proteção Individual

INEM – Instituto Nacional de Emergência Médica

INSA – Instituto Nacional de Saúde

SNS – Sistema Nacional de Saúde

SABA - Solução Antissética de Base Alcoólica

APF – Associação Portuguesa de Fisioterapeutas

LAM - Linha de Apoio ao Médico

SAD – Serviço de Apoio Domiciliário

EPI – Equipamentos de Proteção Individual



4. DESCRIÇÃO – CORONAVIRUS ou COVID19


A COVID-19 foi considerada uma Pandemia a 11 de março de 2020 pela Organização Mundial de Saúde. Em Portugal, as medidas de Saúde Pública têm sido implementadas de acordo com as várias fases de preparação e resposta a situações epidémicas, por forma a diminuir progressivamente a transmissão do vírus, prestar os cuidados de saúde adequados a todos os doentes e proteger a Saúde Pública. A COVID-19 é uma doença causada pela infeção pelo novo Coronavírus (SARS-CoV-2).


A doença manifesta-se predominantemente por sintomas respiratórios, nomeadamente, febre, tosse e dificuldade respiratória, podendo também existir outros sintomas, entre os quais, odinofagia (dor de garganta), dores musculares generalizadas, cefaleias (dores de cabeça), fraqueza, e, com menor frequência, náuseas/vómitos e diarreia.


Com base na evidência científica atual, este vírus transmite-se principalmente através de:

Contacto direto: disseminação de gotículas respiratórias, produzidas quando uma pessoa infetada tosse, espirra ou fala, que podem ser inaladas ou pousar na boca, nariz ou olhos de pessoas que estão próximas (< 2 metros).

Contacto indireto: contacto das mãos com uma superfície ou objeto contaminado com SARS-CoV-2 e, em seguida, com a boca, nariz ou olhos.


O exercício dos profissionais prestadores de cuidados exigem grande proximidade com o utente, expondo-o a gotículas respiratórias e aerossóis que podem ser criados durante os procedimentos tornado-se o o domicílio uma potencial fonte de transmissão do vírus.


Por isso, medidas adicionais devem ser tomadas para assegurar uma minimização da transmissão deste vírus. Esta Orientação tem em conta a fase de transmissão comunitária da Infeção por SARS-CoV-2 e poderá ser revista a qualquer momento, em função da evolução do conhecimento científico e da situação epidemiológica.


Um estudo do National Institutes of Health, publicado no The New England Journal of Medicine, revelou aqueles que se pensam ser os tempos de sobrevivência do vírus em diversos objetos e superfícies. As suas conclusões foram as seguintes:

  • Plástico: até 72 horas

  • Aço inoxidável: até 72 horas

  • Papel: até 24 horas

  • Cobre: até 4 horas

  • Ar: até 3 horas

  • Superfícies porosas, como por exemplo, a roupa, e de acordo com um estudo recente da Lancet, referem que o vírus pode permanecer até 2 dias.


Definir CASO SUSPEITO implica critérios clínicos E critérios epidemiológicos. Os critérios clínicos são: infeção respiratória aguda (febre ou tosse ou dificuldade respiratória) requerendo ou não hospitalização e os critérios epidemiológicos incluem: História de viagem para áreas com transmissão comunitária activa nos 14 dias antes do início de sintomas OU Contacto com caso confirmado ou provável de infecção por SARS-CoV-2/COVID-19, nos 14 dias antes do início dos sintomas OU Profissional de saúde ou pessoa que tenha estado numa instituição de saúde onde são tratados doentes com COVID-19.


MAIS INFORMAÇÔES: Tel: +351 21 843 05 00 | Fax: + 351 21 843 05 30 | E-mail: geral@dgs.min-saude.pt | www.dgs.pt




5. MEDIDAS BÁSICAS DE PREVENÇÃO EM CONTEXTO SAD

Pretende-se assegurar as medidas de prevenção gerais e de proteção das ajudantes familiares e técnicos, de forma a minimizar os riscos na saúde dos colaboradores, utentes e familiares garantindo a prestação de Serviços de Apoio Domiciliário;


Quando ajudantes internas ou familiares chegam a casa

  • Ter em atenção que as visitas devem ser minimizadas assim como as saídas ao exterior;

  • Descalçar de imediato e deixar o calçado sempre no mesmo local, perto da entrada. Evitar guardar os sapatos no mesmo sítio onde tem os chinelos que usa em casa. Todos os membros da família devem adotar esta rotina.

  • Mudar a roupa exterior (casacos, camisolas, t-shirts, calças, etc.) e evitar sacudir a roupa para minimizar a possibilidade de dispersar qualquer tipo de vírus e germes no ar.

  • Colocar a roupa a arejar no exterior e nunca a guarde de imediato no roupeiro ou gavetas.

  • Lavar as mãos

  • Desinfetar chaves, telemóvel e tudo aquilo em que mexeu quando saiu.


Medidas de Etiqueta Respiratória

  • Evitar tossir ou espirrar para as mãos;

  • Tossir ou espirrar para o braço ou manga com cotovelo fletido ou cobrir com um lenço de papel descartável;

  • Usar lenços de papel descartáveis para assoar, depositar de imediato no contentor de resíduos e lavar as mãos;

  • Se usar as mãos inadvertidamente para cobrir a boca ou o nariz, lavá-las ou desinfetá-las de imediato;

  • Não cuspir nem expetorar para o chão. Se houver necessidade de remover secreções existentes na boca, deve ser utilizado um lenço descartável, diretamente da boca para o lenço, e colocar imediatamente no lixo após ser usado.


Lavagem das mãos

  • Antes de entrar e antes de sair do domicílio;

  • Antes e depois de contactar com os utentes ou com o seu meio ambiente;

  • Antes e depois de utilizar equipamentos de proteção individual;

  • Depois de espirrar, tossir ou assoar-se;

  • Depois de utilizar as instalações sanitárias;

  • Depois de contactar com urina, fezes, sangue ou vómito;

  • Antes e após consumir refeições;

  • Antes e após preparar, manipular ou servir alimentos e alimentar os utentes;

  • Depois de fazer as camas e de tratar da roupa;

  • Sempre que as mãos parecerem sujas ou contaminadas;

  • Caso a lavagem das mãos não seja imediatamente possível, é imprescindível a fricção das mãos com solução alcoólica;


Medição da Temperatura e monitorização de possíveis sintomas

  • Os prestadores de cuidados, familiares e utente devem avaliar a temperatura 2x/dia;

  • Estar atento a sintomas sugestivos de infeção;


Distanciamento entre pessoas

  • Aconselha-se o distanciamento social a todos os doentes com sintomas respiratórios.

  • Devem estar afastados de outras pessoas sendo esta distância de pelo menos dois metros em ambientes fechados. Esta medida não é aplicável quando prestados cuidados diretos ao utente.


Concentração de pessoas e ventilação dos espaços

  • Devem manter-se os domicílios bem arejados, sempre que possível. O ar dos espaços deve ser renovado frequentemente, pelo menos 6 renovações por hora.

  • Não é aceitável concentração ou visitas de familiares;


Uso de EPI´s (Equipamentos de Proteção Individual)

  • A utilização de EPI´s está aconselhada para os profissionais ou pessoas que possam contactar diretamente com doentes suspeitos ou confirmados de COVID-19 ou com material utilizado por estes doentes, assim como em situações em que o profissional preste cuidados diretos a dois ou mais utentes podendo funcionar como veículo de transmissão;

  • Neste contexto, utentes e profissionais que permaneçam dias consecutivos no domicílio sem contacto exterior ou sem sintomatologia associada devem fazer um uso responsável e adequada de EPI´s relacionados com o risco de exposição ou intervenção a efetuar. Os profissionais que façam serviços ou visitas regulares ou pontuais devem utilizar sempre máscara.

  • Para entrar no domicílio qualquer visitante deve usar calçado ou proteções de forma a evitar o contacto directo de superficies ou transmissão do exterior para o interior da habitação. Nunca usar calçado proveniente da rua sem passar a sola por uma desinfeção e/ou trocar de calçado e/ou usar proteções descartáveis sempre que necessário.


Produtos de limpeza que destroem o coronavírus

  • Detergente e água: A ação mecânica da lavagem com água e detergente quebra a capa protetora do coronavírus.

  • Lixívia: A Direção-Geral da Saúde recomenda uma solução diluída de lixívia (1 medida de lixívia em 49 medidas de água) para desinfetar. Usar luvas e nunca misturar com outras substâncias, sobretudo amoníaco. Não guardar a solução por mais do que um dia (degrada alguns recipientes de plástico). Antes de aplicar, limpar a superfície com água e detergente. Secar a superfície, aplicar esta solução e aguardar, no mínimo, 10 minutos antes de enxaguar e deixar secar ao ar, assegurando boa ventilação do espaço. Esta solução pode corroer o metal com o tempo. Não recomendamos para torneiras de aço inoxidável.

  • Álcool isopropílico ou isopropanol: As soluções com pelo menos 70% de álcool são eficazes contra o coronavírus em superfícies rígidas. Primeiro, limpar a superfície com água e detergente e enxaguar. Depois usar um toalhete humedecido em álcool (não diluído) e deixar atuar na superfície durante pelo menos 30 segundos para desinfetar. O álcool é seguro para todas as superfícies, mas pode fazer perder a cor nalguns plásticos. E como preparar uma solução diluída de álcool? Se usa álcool que indica 96% no rótulo, o mais frequente nas farmácias e supermercados, deve diluir em água numa proporção de 7 partes de álcool para 3 de água.

  • Água oxigenada ou peróxido de hidrogénio: Esta solução é eficaz no combate do rinovírus, o vírus que provoca a constipação, dentro de 6 a 8 minutos após exposição. O rinovírus é mais difícil de destruir do que o coronavírus. Despejar não diluído num frasco de spray e pulverizar a superfície a limpar. Deixar repousar durante pelo menos um minuto. Esta solução não é corrosiva. Pode usar-se em superfícies metálicas. É o ideal para entrar em ranhuras de difícil acesso. Pode espalhar sobre a área e não precisa de limpar. Decompõe-se em oxigénio e água.


Medidas de higiene e controlo ambiental:

  • Limpar as superfícies com detergente e água, antes de desinfetar. Esfregar energicamente, se a superfície permitir, sem esquecer cantos, curvas e ranhuras.

  • Usar luvas e avental, de preferência impermeáveis e descartáveis, durante as limpezas;

  • Lavar as mãos, antes e depois de usar luvas;

  • Desinfetar com maior cuidado objetos que leve à rua ou que manipule com frequência, como, por exemplo, maçanetas e puxadores.

  • Colocar na entrada da habitação uma toalha embebida em solução de hipoclorito de sódio onde as visitas ou em cada entrada/saída se deve pisar para uma desinfeção rápida da sola do sapato.

  • Colocar na entrada da habitação álcool para desinfeção das mãos dos profissionais / familiares / vistantes.

  • Para desinfetar, usar soluções diluídas de produtos com poder biocida. Seguir as instruções do fabricante para aplicação e garantir uma ventilação adequada. Nunca misturar lixívia com amoníaco ou qualquer outro detergente alcalino. A solução só será eficaz quando diluída na proporção correta.

  • Na casa de banho, usar um detergente com desinfetante na composição (lixívia, peróxido de hidrogénio ou cloreto de benzalcónio, por exemplo). A aplicação torna-se mais fácil. Começar pelas torneiras, lavatórios e ralos, passando depois ao mobiliário, banheira ou duche, bidé e sanita. O chão é o último a receber o tratamento de choque, mas não pode ser esquecido. Enxaguar com água quente e deixar secar ao ar. Deixe secar ao ar e ventilar o espaço.

  • Na cozinha, começar por lavar a loiça à mão ou na máquina, usando água quente e detergente. Recomenda-se limpar com água e detergente e desinfetar depois as portas dos armários e puxadores, bancadas, portas e puxadores do frigorífico e das máquinas de lavar, fogão e respetivos comandos, lava-loiça, torneira e ralo. Deixar secar ao ar e abrir as janelas para ventilar o espaço.

  • Para mobiliário e equipamentos, usar uma solução de água morna com um pouco de detergente adequado ao tipo de superfície e material. Esfregar com um pano macio e secar de imediato. Desinfetar regularmente mesas, corrimãos, maçanetas de portas, botões de elevador, particularmente as superfícies mais utilizadas pelos utentes, como mesas de cabeceira, proteções das camas, telefones, campainhas, comandos de TV, puxadores das portas, lavatórios e doseadores de medicação, entre outras; No caso de teclados, comandos, telefones e telemóveis, o ideal é confirmar nas instruções se o fabricante sugere limpar com toalhetes humedecidos em desinfetante ou em álcool a 70º. Evitar partilhar a utilização de telemóveis, auscultadores ou teclados. Se não for possível, desinfetar antes e depois de cada utilização. Agora mais do que nunca, o uso de uma capa lavável ou de uma simples película de plástico é uma excelente opção. Limpar os equipamentos reutilizáveis, que deverão ser adequadamente limpos e desinfetados;

  • Para alcatifa, tapetes e cortinas, usar produtos de limpeza ideais para estas superfícies. Depois de limpar, lavar segundo as instruções do fabricante. Se possível, regular a água para temperatura mais elevada e secar completamente.


Medidas de Higiene Alimentar

Deve adotar uma postura cautelosa e reforçar as medidas de higiene e segurança alimentar:

  • secar bem as mãos, após a sua lavagem;

  • evitar fechar a torneira com a mão;

  • desinfetar corretamente as bancadas e mesas;

  • não usar os mesmos utensílios de cozinha para cortar os alimentos crus e os cozinhados;

  • guardar os alimentos em embalagens ou recipientes fechados;

  • arrumar corretamente os alimentos no frigorífico;

  • cozinhar os alimentos (acima dos 70ºC), em especial a carne, o peixe e os ovos;

  • lavar particularmente bem as frutas e os vegetais;

  • não partilhar comida durante a sua preparação e/ou consumo.


Roupa, toalhas e lençóis: lavar com água a mais de 60ºC

  • Tirar os sapatos e mudar de roupa para evitar a entrada do vírus em casa é crucial.

  • As toalhas de banho e alguma roupa em casa são uma cama para os germes, sobretudo quando usadas por mais do que uma pessoa. Impõe-se lavar a roupa mais vezes do que faria num cenário habitual e seguir outras medidas para impedir o vírus de se multiplicar.

  • Se não usar luvas, ao mexer em roupa suja, é essencial lavar as mãos no final.

  • Não sacudir roupa suja dentro de casa. Enrolar de dentro para fora, fazendo um embrulho. Este cuidado reduz o risco da propagação do vírus pelo ar.

  • Seguir as instruções do fabricante da roupa na etiqueta. Se for possível, escolha a temperatura da água mais elevada e seque completamente as roupas.

  • A maioria dos vírus não sobrevive a temperaturas acima de 60°C. O ideal será usar esta opção para toalhas de mesa, toalhas de banho, roupas de cama, lenços e toalhas de cozinha. No cenário atual, aumentar a frequência da lavagem ajuda.

  • Se tiver máquina de secar roupa, utilizar durante 20 minutos para conseguir mais ação de calor e eliminar os germes.

  • Se precisa de motivação para passar a ferro, é agora. A base do ferro pode atingir mais de 100ºC: esta temperatura pode contribuir para uma melhor higienização da roupa. Ao passar a roupa de uma pessoa infetada ou suspeita, use a temperatura mais elevada possível para as peças e abuse do vapor. Apesar de não existir evidência científica, mal não faz. Nesta fase, pondere deixar de usar os tecidos mais delicados.

  • Usar detergente a mais não aumenta a eficácia da limpeza. É contraproducente, além de desperdiçar. O excesso de detergente deixa espuma de sabão na roupa e dificulta o enxaguamento completo. O mesmo aplica-se à máquina, que acumula mais restos de detergente não totalmente dissolvido. Use a dose recomendada.


6. ESTRATÉGIAS PREVENTIVAS DE ACTUAÇÃO


Este plano de contingência pretende providenciar informação, instruções e formação às ajudantes familiares e técnicos no sentido da correta forma de atuação nos domicílios dos utentes. De forma geral é importante que todos os profissionais:


Tomem conhecimento do plano de cuidados de forma prévia, como meio de minimizar os riscos no contexto domiciliário do utente;

Efetuem a lavagem das mãos antes e após os cuidados prestados assim como antes e depois de tocar no espaço da pessoa;

Usem corretamente os equipamentos de proteção individual


Estratégia para ajudantes familiares internas que cumprem SAD permanente.

  • Privilegia-se a mudança de ajudante familiar / passagem de turno de 7/7 dias para minimizar o risco de transmissão. Este tempo é ajustado com as famílias em função da situação do utente e outros fatores externos ou orientações da DGS;

  • Devem cumprir as medidas e procedimentos básicos de prevenção no contexto SAD;

  • Devem trocar de roupa ao chegar, não usando aquela que usou no exterior, durante todos os cuidados e atividades no domicilio;

  • O calçado com que circula na casa do utente devem ser apenas para o uso no local do trabalho (não usar este calçado na rua);

  • Equipar-se de todos os equipamentos de proteção individual descritos;

  • Apenas se justifica o uso de máscara quando forem prestados cuidados diretos ao utente, ou seja, em que a tarefa de cuidados a prestar exija uma proximidade ao utente, e em que o distanciamento necessário de segurança não possa ser garantido;

  • O uso de luvas é imprescindível em todos os cuidados diretos, durante o contacto com superfícies, objetos e roupa que pertençam ao utente;

  • Limitar saídas ao exterior, quer seja utente ou ajudante familiar;


Estratégia para ajudantes familiares que prestam SAD passando por vários domicílios

  • Devem cumprir as medidas e procedimentos básicos de prevenção no contexto SAD;

  • A ajudante familiar não pode prestar cuidados com a mesma bata sem EPI´s e terá de usar EPI´s distintos para cada domicílio/utente;

  • Devem colocar EPI´s ao chegar ao domicilio e após os cuidados devem ser rejeitados em saco branco;

  • Para circular na casa do utente devem colocar proteções de sapatos descartáveis e ser apenas para o uso no local do trabalho (não usar calçado da rua directo no chão da habitação). Em alternativa deve colocar-se na entrada uma toalha embebida em solução de hipoclorito de sódio onde o profissional deve pisar para uma desinfeção rápida da sola do sapato.

  • Manter a utilização de máscara no cuidado direto ao utente;

  • O uso de luvas é imprescindível em todos os cuidados diretos, durante o contacto com superfícies, objetos e roupa que pertençam ao utente;

  • Limitar saídas ao exterior do utente;


Estratégia para técnicos de saúde que prestam cuidados

  • Deverá ser realizada uma avaliação das necessidades dos utentes de forma a reduzir o número de contactos presenciais ao mínimo possível;

  • Devem cumprir as medidas e procedimentos básicos de prevenção no contexto SAD;

  • O técnico de saúde não pode prestar cuidados sem EPI´s e terá de usar EPI´s distintos para cada domicílio/utente;

  • Devem colocar EPI´s ao chegar ao domicilio e após os cuidados devem ser rejeitados em saco branco;

  • Para circular na casa do utente devem colocar proteções de sapatos descartáveis e ser apenas para o uso no local do trabalho (não usar calçado da rua directo no chão da habitação). Em alternativa deve colocar-se na entrada uma toalha embebida em solução de hipoclorito de sódio onde o profissional deve pisar para uma desinfeção rápida da sola do sapato.

  • Manter a utilização de máscara no cuidado direto ao utente;

  • O uso de luvas é imprescindível em todos os cuidados diretos, durante o contacto com superfícies, objetos e roupa que pertençam ao utente;

  • Limitar saídas ao exterior do utente;


Após o contacto com o utente

  • Garantir que os equipamentos utilizados/contaminados não entram em contacto com terceiros, o próprio ou com objetos e superfícies onde haja risco de contaminação por contacto posterior (ex. glicosímetros, termómetros, esfigmomanómetros, maçanetas, portas);

  • Remover os equipamentos de proteção individual de forma segura, evitando o contacto com a zona contaminada e desperdiçá-los em saco do lixo, devendo este ser imediatamente selado;

  • Todos os equipamentos necessários à prestação de cuidados que não sejam descartáveis deverão ser, preferencialmente de uso único de cliente (ex. termómetros, glicosímetros).

  • Após a adequada desinfeção do material não descartável e a remoção dos equipamentos de proteção individual, deverá proceder-se à lavagem das mãos. Caso a lavagem das mãos não seja de imediato possível no contexto em que o cuidador/técnico se encontre, é imprescindível a desinfeção das mesmas com solução alcoólica própria .


Atuação em situação de pós alta hospitalar

  • As medidas preventivas e equipamentos de proteção deverão ser as(os) mesmas(os) utilizados em qualquer outro domicílio durante o período de contingência;

  • As autoridades de saúde recomendam a realização do teste laboratorial para SARS-CoV-2 em utentes com alta hospitalar recente e só deve vir para o domicilio com teste negativo.;

  • Monitorização da temperatura, que deve ser realizada 2 vezes por dia pelo cuidador ou pelo próprio (se aplicável);

  • A vigilância, acompanhamento e identificação de sintomatologia no utente, são responsabilidade da Equipa SAD, de forma a detetar precocemente um caso de suspeita;

  • Por recomendação da DGS, aquando a alta hospitalar, o cliente deve permanecer 2 semanas em quarentena preventiva e serem reduzidos os contactos com o mesmo, independentemente da ausência de sintomatologia ou do resultado do despiste.



7. ESTRATÉGIAS DE ACTUAÇÃO: CASOS SUSPEITOS/POSITIVOS


Para além de todas as estratégias preventivas atrás mencionadas, caso seja detetado um caso suspeito ou positivo (só após realização de teste) as equipas devem adotar as seguintes estratégias.


Atuação da equipa de intervenção face situação de suspeita de infeção

  • Considerar qualquer pessoa que apresente critérios compatíveis com caso suspeito, seja profissional ou utente, como possível caso da COVID-19;

  • Contactar ou encaminhar o contacto por parte do utente ou ajudante/técnico, às autoridades de saúde, seguindo as normas, orientações e recomendações, gerais e específicas, das Autoridades de Saúde Pública e Autoridades locais ou regionais para a implementação das medidas necessárias, articuladas a nível local;

  • Em caso considerado suspeito (no utente ou ajudante familiar/técnico) deve ser dada a indicação da obrigatoriedade de manter-se em isolamento até novas indicações;

  • Verificar e confirmar, se possível a existência de condições de habitabilidade e exequibilidade de isolamento, no domicílio;

  • O contacto às Autoridades de Saúde deverá ser realizado pela linha telefónica de Apoio da Saúde 24 (808 24 24 24) e apenas em caso de emergência para o 112;

  • Acompanhar o estado de saúde da pessoa com suspeita de infeção e contactos próximos durante o período de isolamento obrigatório. Os contactos próximos consideram-se todos os que prestaram cuidados diretos a doente com COVID-19, os que tiveram contacto em proximidade em ambiente fechado com um doente com COVID-19 e os que coabitam com doente com COVID-19.


Atuação no caso de suspeita de infeção na ajudante familiar

  • Caso a suspeita de infeção incida numa ajudante familiar a prestar apoio, a mesma deverá manter-se no domicílio dos utentes, até nova indicação;

  • Perante resultado de despiste como confirmado, a ajudante familiar não deverá ficar no domicílio do utente mas deve aguardar as instruções da empresa ou autoridades de saúde;

  • Encaminhar a realização de despiste ao(s) utente(s) aos quais era prestado o apoio e que sofreram exposição, mantendo o acompanhamento de todo o processo;

  • Assegurar o acompanhamento da ajudante familiar até melhoria clínica da mesma e contactos próximos, de forma regular;

  • Garantir a continuação de cuidados aos utentes e supervisão próxima.



Atuação no caso de suspeita de infeção no técnico

  • Os técnicos a prestar cuidados de saúde no domicílio, deverão realizar a auto-monitorização diária de forma a identificar precocemente sintomas de COVID-19.

  • Caso surjam sintomas sugestivos de infeção respiratória (tosse, febre ou dificuldade respiratória) ou se tiver conhecimento de contacto com caso confirmado de COVID-19, o colaborador deve comunicar de imediato às Autoridades de Saúde locais assim como à empresa de imediato. Deverá ficar em isolamento até à realização de teste diagnóstico e obtenção do resultado laboratorial para a confirmação do diagnóstico de COVID-19;

  • Encaminhar a realização de despiste ao(s) utente(s) aos quais eram prestados cuidado de saúde e que sofreram exposição, mantendo o acompanhamento do processo;

  • Assegurar o acompanhamento do técnico até melhoria clínica do mesmo e contactos próximos, de forma regular;


Atuação no caso de COVID positivo no utente

  • As pessoas a quem tenha sido indicado isolamento pelos profissionais de saúde, devem ficar em casa. Esta medida de afastamento social pretende evitar a transmissão da doença

  • O utente deve permanecer em casa. Deve pedir ajuda ou efetuar pedidos por telefone se necessitar de compras ou medicamentos – a entrega deve ser deixada no exterior da casa, sem haver contacto com o estafeta. Se por motivos de força maior, precisar de sair de casa, ligar sempre primeiro ao profissional de saúde ou empresa SAD que o acompanha.

  • Ter em atenção todas as medidas e procedimentos básicos de prevenção no contexto SAD;

  • Limitar o contacto aos cuidados mesmos essenciais;

  • Apenas uma ajudante familiar saudável deve prestar os cuidados diretos;

  • Reorganizar o domicílio para que os itens pessoais do utente, tais como escovas de dente, toalhas, lençóis, utensílios ou dispositivos eletrónicos não estejam em contacto nem sejam partilhados com outros familiares;

  • Manter o utente num quarto e casa de banho de uso exclusivo. A pessoa doente deve fechar a tampa do vaso sanitário antes de dar a descarga.

  • Se não existir outra casa de banho, deve ser a última pessoa a utilizá-la e deve limpar e desinfetar após cada utilização pela pessoa doente. Usar luvas descartáveis para mexer em roupa suja do utente e trocar em cada uso. Se usar luvas reutilizáveis, estas destinam-se apenas à limpeza e desinfeção de superfícies. Não se pode usar para outras tarefas. Lavar as mãos logo após remover as luvas.

  • Evitar utilizar espaços comuns com outras pessoas presentes, incluindo refeições.

  • Todos os resíduos produzidos exigem um cuidado especial. Colocar um caixote do lixo de abertura não manual com saco de plástico no quarto ou sala onde o utente se encontra em quarentena ou isolamento. Todos os resíduos produzidos devem ser colocados nesse contentor de uso exclusivo. Estes resíduos não devem ser calcados, nem o saco apertado para sair o ar. O saco só deve ser cheio até dois terços da capacidade. Os sacos, devidamente fechados com dois nós bem apertados, com atilho ou adesivo, devem ser colocados dentro de um segundo saco, também este bem fechado. Depois, depositar no contentor de resíduos indiferenciados. Não pousar nem encostar à roupa ou ao corpo. No final lavar as mãos.

  • Algumas pessoas podem transmitir a COVID-19 até mesmo sem demonstrar nenhum sintoma. O utente com COVID deve usar uma máscara no domicilio permanentemente.

  • Evitar o contacto com animais, só por prevenção.

  • Se for necessário estar perto da pessoa doente a menos de 2m ter em conta os procedimentos básicos de prevenção e utilização de EPI´s; Caso não possa usar máscara, devem ser as pessoas com quem vive a colocá-la, quando estiverem na mesma divisão.

  • Usar luvas descartáveis ao tocar na pessoa doente, no seu ambiente e em itens sujos ou superfícies.

  • Lavar as mãos frequentemente por no mínimo 20 segundos, especialmente após o contacto com a pessoa doente e após a remoção de luvas, máscaras faciais e proteção para os olhos.

  • Secar as mãos com toalhas de papel descartáveis. Se não estiver disponível, usar uma toalha reutilizável e substituir quando estiver húmida.

  • Usar desinfetantes aprovados e um gel desinfetante para as mãos à base de álcool.

  • Colocar o vestuário contaminado e roupas num saco para lavagem individualizada;

  • Lavar com água quente (+60ºC) e detergente normal para roupas e seque bem.

  • No mínimo uma vez por dia, limpar e desinfetar superfícies que as pessoas tocam com frequência, como vasos sanitários, cestas para roupa suja, mesas de cabeceira, maçanetas, telefones e controles remotos.

  • No caso dos dispositivos eletrónicos de bastante uso (ex.: teclados, tablets, smartphones) utilizar soluções à base de 70% de álcool pelo menos diariamente.


Monitorizar sintomas

  • Registar temperatura corporal duas vezes por dia e vigiar outros sintomas como tosse ou dificuldade respiratória. Se utente sentir que os sintomas estão a agravar deve contactar o profissional de saúde ou empresa SAD que o acompanha. Em situações de urgência ligue 112 ou SNS24 – 808 24 24 24 e informe da sua situação de isolamento.


8. INFORMAÇÕES ADICIONAIS


SITE COVID19 DA DGS

https://covid19.min-saude.pt/materiais-de-divulgacao/


PANFLETOS E INFORMAÇÕES

Alimentação

https://covid19.min-saude.pt/wp-content/uploads/2020/04/Recomenda%C3%A7%C3%B5es-Lares-Idosos-ALIMENTA%C3%87%C3%83O.pdf


Recomendações Isolamento em Casa

https://covid19.min-saude.pt/wp-content/uploads/2020/03/Folheto-isolamento.pdf


Recomendações Isolamento restantes membros da família

https://covid19.min-saude.pt/wp-content/uploads/2020/03/03-DGS_medidasdeisolamento_part2.pdf


Medidas de Isolamento

https://covid19.min-saude.pt/wp-content/uploads/2020/03/02-DAGs_medidasdeisolamento_V2-1.pdf


Recomendações para Compras em Tempos de Isolamento

https://www.youtube.com/watch?v=iufFTQYBPbc&feature=youtu.be


Como planear e comprar Alimentos

https://covid19.min-saude.pt/wp-content/uploads/2020/04/recomanda%C3%A7%C3%B5es-para-as-compras.pdf

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